A cirurgia plástica vive um momento de forte integração entre técnicas cirúrgicas clássicas e conceitos da medicina regenerativa, informa Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico. Nesse contexto, o nanofat, uma forma refinada de enxertia de gordura, ganhou espaço por sua capacidade de melhorar a qualidade da pele e promover rejuvenescimento tecidual, e não apenas reposição de volume. Para quem busca tratamentos mais naturais e com resultados progressivos, a avaliação de um especialista é essencial para entender se essa técnica é indicada, quais são seus benefícios reais e quais são seus limites.
Se o objetivo é melhorar textura, viço e qualidade da pele, vale a pena compreender por que o nanofat se tornou um dos temas mais discutidos nos congressos de cirurgia plástica.
O que é enxertia de gordura e como ela evoluiu?
A enxertia de gordura, também chamada de fat grafting, é uma técnica utilizada há décadas na cirurgia plástica para preencher áreas com perda de volume, como face, mãos e regiões corporais específicas. Tradicionalmente, a gordura era coletada por lipoaspiração, processada e reinjetada em áreas que necessitavam de preenchimento.

Conforme elucida o médico Milton Seigi Hayashi, essa evolução representa uma mudança importante de paradigma: a gordura deixa de ser apenas material de preenchimento e passa a ser utilizada como instrumento de melhora da qualidade tecidual.
Diferença entre reposição de volume e regeneração tecidual
Enquanto o fat grafting tradicional busca restaurar contornos e volumes perdidos, o nanofat é indicado principalmente para melhorar a textura, elasticidade e coloração da pele. Isso ocorre porque, ao ser altamente fragmentada, a gordura perde sua capacidade de formar volume, mas preserva componentes associados à regeneração dos tecidos.
Na prática, o nanofat é aplicado em camadas mais superficiais da pele, atuando como estímulo biológico para melhora da qualidade cutânea. Por isso, Hayashi ressalta que ele tem sido estudado em áreas como rejuvenescimento facial, tratamento de olheiras, cicatrizes e até sequelas de queimaduras.
Essa abordagem amplia o conceito de rejuvenescimento, que passa a incluir não apenas forma e volume, mas também a saúde da pele, o que é fundamental para resultados naturais e duradouros.
Principais aplicações atuais da técnica
Atualmente, o nanofat é utilizado principalmente em procedimentos faciais, associado ou não a cirurgias como blefaroplastia e lifting. Ele pode melhorar a aparência de olheiras, linhas finas e áreas de pele mais fina e opaca, onde preenchedores tradicionais não são ideais.
Outra aplicação importante está no tratamento de cicatrizes, tanto cirúrgicas quanto traumáticas, e em áreas com fibrose. Estudos apontam melhora na flexibilidade do tecido e na aparência da pele após o uso de técnicas de enxertia refinada de gordura.
Tal como frisa o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, a indicação correta é fundamental, pois o nanofat não substitui procedimentos de preenchimento quando o objetivo é restaurar volume, nem substitui cirurgias quando há flacidez estrutural. Ele atua como complemento em um plano de tratamento mais amplo.
Evidências, benefícios e limites do método
Apesar do entusiasmo em torno da estética regenerativa, é importante compreender que o nanofat ainda é objeto de estudos contínuos. Há evidências de melhora da qualidade da pele e de tecidos cicatriciais, mas os resultados variam de acordo com técnica, área tratada e características individuais do paciente.
Além disso, os efeitos são progressivos e não imediatos, diferentemente de preenchimentos sintéticos. Isso exige paciência e acompanhamento adequado para avaliar os resultados ao longo do tempo.
Segundo Milton Seigi Hayashi, esse tipo de tratamento deve ser apresentado com transparência, sem promessas exageradas. A abordagem ética inclui explicar que se trata de um método complementar, que funciona melhor quando integrado a outros procedimentos cirúrgicos ou clínicos, dentro de um plano individualizado.
Inovação que amplia o conceito de rejuvenescimento
O nanofat representa um avanço importante na forma como a cirurgia plástica aborda o rejuvenescimento e a recuperação tecidual. Ao focar na qualidade da pele e na regeneração, a técnica amplia o alcance dos tratamentos estéticos e reforça a integração entre cirurgia e medicina regenerativa.
Portanto, com a abordagem técnica e criteriosa defendida por Milton Seigi Hayashi, o uso do nanofat deixa de ser apenas uma novidade e passa a ser uma ferramenta complementar dentro de um plano de tratamento bem estruturado, sempre respeitando indicações, limites e expectativas realistas. Para pacientes que buscam resultados naturais e progressivos, essa inovação oferece novas possibilidades dentro da cirurgia plástica moderna.
Autor: Igor Semyonov