A capacitação e a inclusão social têm se mostrado essenciais para o fortalecimento do setor pesqueiro no Brasil. Joel Alves observa que a combinação de treinamento técnico, organização comunitária e oportunidades econômicas permite transformar a pesca artesanal em uma atividade sustentável, capaz de gerar renda e promover desenvolvimento social. Essa abordagem garante que os pescadores e suas famílias tenham acesso a melhores condições de trabalho, preservando ao mesmo tempo os recursos naturais.
Investir em capacitação não se limita ao aprendizado de técnicas de pesca. Envolve também formação em gestão, empreendedorismo, segurança no trabalho e uso de tecnologias digitais. Joel Alves destaca que esses conhecimentos aumentam a eficiência produtiva, reduzem desperdícios e promovem o profissionalismo no setor, criando um ambiente mais competitivo e resiliente.
Inclusão social e fortalecimento das comunidades
A inclusão social no setor pesqueiro vai além da capacitação individual. Cooperativas e associações desempenham papel central ao oferecer acesso a crédito, infraestrutura e mercados formais. Joel Alves ressalta que a organização comunitária fortalece o poder de negociação dos pescadores, amplia oportunidades de emprego e garante que os benefícios econômicos sejam distribuídos de forma equitativa.
A participação ativa de mulheres e jovens é outro fator estratégico. Projetos que incentivam a inserção desses grupos nas atividades pesqueiras contribuem para a equidade social, inovação e renovação das práticas tradicionais. Ao mesmo tempo, promovem maior engajamento e permanência das novas gerações nas comunidades costeiras.

Sustentabilidade e desenvolvimento econômico
Capacitação e inclusão social também estão ligadas à sustentabilidade ambiental. Joel Alves explica que pescadores bem treinados aplicam práticas responsáveis, respeitam períodos de defeso e utilizam técnicas de captura seletiva, garantindo a preservação dos estoques pesqueiros. Isso protege os ecossistemas e assegura a continuidade da atividade, fortalecendo a economia regional a longo prazo.
Além disso, o uso de tecnologias, como sistemas de rastreabilidade e monitoramento remoto, permite transparência na cadeia produtiva, agrega valor ao pescado e facilita o acesso a mercados mais exigentes. Dessa forma, a capacitação técnica alia-se à inovação para aumentar a competitividade do setor.
O fortalecimento do setor pesqueiro passa necessariamente pela combinação de capacitação, inclusão social e sustentabilidade. Joel Alves conclui que, ao investir em formação profissional, organização comunitária e práticas responsáveis, é possível criar um modelo de pesca mais eficiente, socialmente justo e ambientalmente sustentável. Esse caminho garante desenvolvimento econômico, preservação cultural e fortalecimento das comunidades costeiras brasileiras.
Autor: Igor Semyonov